domingo, 12 de janeiro de 2014

Resenha: A menina que Roubava Livros


Oi leitores! 
Um amigo meu visitou nosso blog e me deu uma super dica me alertando sobre eu trazer como assunto principal nos livros os romances, eu sou apaixonada por romance. A maioria dos meus livros são sobre romances, tenho poucos que são de outros gêneros, então ele me mandou uma lista com diversos tipos de romances e sugestões de livros pra trazer para cá, então teremos livros com mais gêneros por aqui! E para aproveitar a ocasião resolvi trazer este livro mais que perfeito: A menina que roubava livros do escritor Markus Zusak. 
Eu comprei esse livro sem ler sinopse nenhuma, eu já tinha ouvido falar muito dele então fui na fé e comprei, estava querendo ler algo novo e fugir um pouco do meu padrão "amorzinho" e esse livro foi perfeito! Muitos não devem saber mais eu adoro coisas de guerras, deixe-me explicar, gosto de ler sobre as guerras mais não sou a favor de nenhuma delas, a guerra é algo tão irracional que no fim não sabemos mais porque estamos lutando. E quando li eu vi que era da Segunda Guerra Mundial eu não conseguia soltar o livro. Eu já li o Diário de Anne Frank (já estou preparando a resenha!!!) eu fiquei interessada em me aprofundar no assunto, afinal, qual o motivo de tanta morte? Por que os judeus se escondiam? E eu procurei ler mais sobre o assunto, li outros livros e depois de um tempo eu começo a ler este livro? Paixão. 
A menina que roubava livros é um livro tão "leve" e tão assustador ao mesmo tempo, mostra a realidade de como era a época, muitos acreditam que os nazistas eram de uma classe média boa, afinal, eles estavam "por cima da carne seca" naquela época, esse livro mostra o contrário: nazistas (obrigados pelo regime, eram nazistas somente de nome, não tinham nada contra os judeus ou as outras vítimas) com dificuldades financeiras morando em lugares simples, nada de riqueza. A dificuldade de conseguir o alimento de cada dia, de se aquecer do frio e se manter vivo. 
O livro inteiro é contado pela Morte, pode soar um pouco assustador, afina, é a Morte! Mais eu achei ela uma ótima narradora e até um pouco amigável, ela trata as pessoas como filhos e os carrega nos braços, assim descrito no livro. 
A história se passa em torno de Liesel, uma menina que vai morar com os Hubermann, um casal simples, seu papai Hans era um ótimo enrolador de cigarros e muito atencioso, ele tem um grande papel no livro, ajudando a roubadora de livros a ler e a escrever, devo mencionar também um ótimo tocador de acordeão, ele aprendeu a tocar durante a Grande Guerra com um amigo que veio a falecer, sua mamãe Rosa, uma mulher desbocada mais que sabia lidar com momentos difíceis, na rua Himmel onde se localiza sua nova vida ela conhece Rudy Steiner, um garoto com cabelos cor de limão que se torna seu melhor amigo, em todas as oportunidades ele pede a ela um beijo, no próprio livro fala a seguinte frase que descreve bem Rudy:
" A ÚNICA COISA PIOR QUE DETESTA A GENTE
 Um menino que ama a gente."
Realmente combina muito com ele, para esclarecer algumas coisas, Rudy se tornou um dos meus favoritos, talvez até o favorito, o jeito de ele olhar o mundo e fazer as coisas se tornarem mais belas, fui uma coisa que me encantou. Ele ajuda Liesel em diversos furtos.
E por fim, uma amiga que Liesel ganhou na história: a mulher do prefeito. 
Rosa trabalha em lavar roupas e entregar aos nazistas mais ricos, assim garantindo uma renda melhor. Liesel roubava os livros de sua biblioteca pessoal, depois que a mulher a convidou para entrar e ver a biblioteca ela ia ali com frequência entrando pela porta da frente, mais depois a da moça gentilmente despedir sua mãe com a desculpa de tempos difíceis no período da Guerra, Liesel pegava os livros pela janela dos fundos e seu fiel companheiro era Rudy. Na verdade ela não roubava, pois a mulher deixava a janela aberta com o propósito da menina entrar e escolher seu novo jogo de palavras. 
Uma reviravolta acontece com a vida dos Hubermann quando aparece o judeu Max, o filho do seu amigo-professor de acordeão, Hans o aceita mais teme pela descoberta de descobrirem que escondem um judeu em casa, afinal, ELE ESTAVA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL QUER MORRER?
Todos os cuidados foram dobrados, Max ficava no porão, atrás de um monte de lata de tinta de Hans e um pano por cima se você passasse pro ali nunca juraria que tinha alguém ali, Max sabia se fingir bem de morto, só poderíamos saber que estava vivo pelo movimento mínimo do seu peito que indicava que ainda respirava. Liesel aos poucos foram se tornando amigos, e o que os unia eram as palavras, isso, as palavras. Ele tinha seu único livro e ela os roubados, até que ele resolve fazer um presente atrasado para ela de aniversário, um livro com os utensílios do porão (tinta) e rasgou as folhas de seu único livro e fez pra ela um livro: O Vigiador, onde contava a história dele até encontrar a menina.

Vamos voltar a um tema: as palavras. 
Naquela época, as palavras tinham muito efeito, Liesel soube usa-las muito bem, as palavras era seu refúgio, as palavras eram conquistas. 

Eu vou para de contar por aqui se não eu vou revelar o que acontece com os personagens, eu sei que ficou muitooo confuso, mais perdão pessoal. Espero que vocês gostem e leiam o livro, vale muito a pena!

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